fev 21

Hoje nossa Diva do Dia é combinada com a indicação de filme para o final de semana, e ninguém melhor para ocupar esse papel que a eterna Bette Davis.

De musa à tema de música, Bette Davis encantou os corações de várias gerações, e é considerada ainda hoje como um dos maiores ícones de beleza da história!

O filme que escolhemos foi Escravos da Terra (The Cabin in the Cotton, 1932), do início da sua carreira no cinema. Nele Bette Davis interpreta Madge, a filha de um dono de plantação que tenta seduzir Marvin Blake (Richard Barthelmess), o contador da fazenda. É desse filme que saiu a conhecida fala de Bette “I’d like to kiss you but I just washed my hair” (“Eu gostaria de te beijar, mas acabei de lavar o cabelo”), que ela contou anos depois que era sua fala preferida no cinema!



Bette Davis faleceu em outubro de 1989, com 81 anos, na França. No seu vasto currículo estão clássicos como Escravos do Desejo (Of Human Bondage, 1934), Jezebel (1938), O Que Aconteceu com Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane, 1962) e A Malvada (All About Eve, 1950).

No site IMDb você encontra, além de uma biografia completa, várias curiosidades sobre a vida e carreira de Bette Davis, desde seu ator preferido até com qual atriz ela não se entendia muito bem…

Aproveite e bom final de semana!

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fev 7

Nossa indicação de filme para esse sábado chuvoso (e esperamos que um lindo domingo de sol!) é uma comédia das antigas, daquelas ainda em preto e branco <3

He’s a Cockeyed Wonder (em português “Freddie, o Mágico”, 1950) conta a história de Freddie Frisby, um catador de laranjas que foi impedido de casar-se com Judy pelo pai da moça. A sorte de Fredie muda quando ele descobre que receberá a herança do tio, mas logo fica sabendo que a herança é na verdade um monte de parafernálhas de mágico. Ele decide então tornar-se um mágico, com Judy como sua assistente, mas acabam sequestrados por uma gangue de ladrões!

Quem interpreta Freddie é Mickey Rooney (Bonequinha de Luxo, 1961 e Uma Noite no Museu, 2006), e Judy fica por conta de Terry Moore (A Cruz da Minha Vida, 1952 e A Caldeira do Diabo, 1957), dirigidos por Peter Godfrey.

Bom final de semana! :)

jan 24

Nós adoramos quando os cinemas fazem semanas especiais de filmes clássicos, e hoje começa mais uma edição!

De hoje até 04/03 o Cinemark exibem clássicos do cinema, como Casablanca e Psicose, com preços de R$7,00 a meia entrada e R$ 14,00 a inteira!

Confira abaixo a programação e salas participantes:


Mais detalhes sobre compra de ingressos e horários da sessões você encontra no site do Cinemark!

Bom filme!!

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out 18

A playlist de hoje é toda do Elvis!

(suspiros e berros de alegria!)

Elvis by Cherry Pie on Grooveshark

:)

out 4

Prepare-se para o final de semana!!


Para Dançar!! by Cherry Pie on Grooveshark

(Sim, nós sabemos: Footloose não é nada anos 50, mas duvidamos que alguém fique parado ouvindo essa música!!)

ago 8

Você naturalmente sabe que chamar a atenção não é de bom-tom e dá sempre uma impressão muito má da mulher. Seja pela roupa escandalosa, pelo penteado exótico, pelo andar, pelos modos, pela risada grosseira, seja, enfim, de que maneira for a mulher que chama atenção sobre a sua pessoa o único troféu que merece é o da vulgaridade. A mulher elegante é discreta. Sua superioridade está nos cuidados na harmonia das cores, no bom gosto dos acessórios. Se ela é também bonita, a beleza por si é um ponto de atração para os olhos, sem precisar ser ostentada.

Os homens, geralmente muito discretos, detestam as mulheres que se destacam demais, onde quer que apareçam. Não apenas pela sua própria maneira de ser, mas também por uma questão de vaidade masculina, já que não lhes é agradável ficar ofuscados ou relegados a um plano inferior.

A mulher inteligente procura, portanto, a discrição como regra básica de toda a sua vida. Discrição no vestir-se, no maquilar-se, nos gestos, na voz a até mesmo nas opiniões.

Seja discreta, e veja como os que a cercam tomarão a iniciativa de colocá-la em um lugar de destaque, desde que você possua qualidades para isso.

*Publicado originalmente no Correio da Manhã, no dia 04 de maio de 1960. Encontrado no livro Correio Feminino, de Clarice Lispector*

jul 18

A notícia curtinha veio em forma de anedota e não descrevia o tipo do homem, o que é um mal. O leitor gosta de ver o personagem e dá menos trabalho quando a fotografia já vem revelada. Negativo é sempre negativo. Em todo o caso, devia ser mais pra baixo do que pra alto, menos magro do que gordo, mas necessitado de um preparado à base de petróleo do que uma boa escova de nylon, para cabelo. É assim que a gente imagina os homens de bom coração e devia ter um de manteiga o que passou a mão pela cabeça arrepiadinha de cachos da menina e falou com bondade:

- Que pena vocês não terem um lar?

- “Lar nós temos, o que não temos é uma casa pra botar o lar dentro” – respondeu a menina, que tinha cinco anos e morava com o pai, a mãe e dois irmãozinhos em um apertadíssimo quarto de hotel. Naturalmente, espantada com a ignorância do amigo barbado. E sem saber a felicidade que tinha, sem saber que era dona dessa coisa maravilhosa, que vai desaparecendo nesta época ultracivilizada de discos voadores corvejando por cima da cabeça dos homens. Dá até pra desconfiar que são os homens que não têm lar. Que inventam essas geringonças complicadas. Porque o lar é tão gostoso, tão bom, que quem tem um não deve ter lá muita vontade de andar atolado em ferro, em metais, em ácidos corrosivos, fervendo os miolos em altas matemáticas numa fábrica ou num laboratório. O que muitos têm é casa – e são os felizardos, já que a maioria não tem uma coisa nem outra – mas uma casa tão vazia de lar, como a lata de biscoitos, depois que as crianças avançam em cima dela no café da manhã. Casa é difícil, mas ainda se pode arranjar: quem compra bilhete pode ver chegando o seu dia: o funcionário público dorme na fila de uma autarquia e o bancário vai alimentando a esperança de cair nas graças do patrão e numa tabela Price a juros de 7%. Mas lar, lar mesmo, só com muita sorte. Até porque ninguém tem fórmula de “lar”. A rigor, não se sabe bem o que é que faz o lar. Sabe-se que ele pode ser feito, muitas vezes desfeito e, algumas, também refeito. É uma coisa parecida com eletricidade; não se entende a sua origem, mas se faltar a luz dentro de casa todo o mundo sabe que está no escuro. Então lar é isso. É aquilo que a garotinha de cinco anos sentiu com tanta força e que nós todos sabemos quando ele está presente, como sabemos quando houve desarranjo sério nas turbinas ou simples curto circuito num fusível qualquer.

Há pessoas práticas e previdentes que costumam ter uma espécie de lar em conserva; num canto do armário, ao lado de outras coisas enlatadas e que é, como estas, servido às visitas esperadas. Mas a gente percebe logo a diferença daquele outro que tem, como o palmito fresco, o sabor de substância simples e natural. Parece que ficou estabelecido, nos princípios da criação, que o homem faria a casa, para dar um lar à mulher. E que a mulher construiria o lar, para dar casa e lar ao homem. Sim, porque o homem tinha que levar vantagem, não podia ser por menos. Pois então é isso: casa é arquitetura de homem e lar, essa coisa simples e complexa, evidente e misteriosa, que depende de tudo e não depende de nada, essa coisa sutil, fluídica, envolvente é simplesmente engenharia da mulher.


*Publicado originalmente no Comício, no dia 15 de agosto de 1952. Encontrado no livro Correio Feminino, de Clarice Lispector*

jul 4

Tecnicamente, o preto é a inexistência. Mas, em termos de moda feminina, é a cor do momento, ultrapassando as outras todas em sedução e elegância. Deixando de ser agora uma prerrogativa de inverno, é a cor que será usada também nesse verão, não de maneira clássica e discreta, mas para ser ultrachic e encabeçar as tendências e moda. Aliás, qual a mulher que não se sente atraída por ela? Tanto para a louras como para as morenas, é a cor do charme, da personalidade. Conforme sua aplicação, poder ser suave, ousada, marcante, pura ou violenta…

Mas, atenção! É a cor que não suporta mediocridade. Cuidado se sua pele estiver sem viço ou se você já ultrapassou os 40 anos. O preto exige uma maquilagem impecável, um aspecto “soigné”, cabelos bem penteados. Madeixas caídas nos ombros, cabeleiras revoltas, são um veneno para o preto. Se sua tez está perdendo o tom quente que lhe emprestou o sol, se você se sente “cinzenta”, não hesite em, nesse momento de transição, recorrer a algum produto que lhe dê artificialmente uma pele dourada, ou faça sua maquilagem com uma base que iguale as manchas.

Suas sobrancelhas e pestanas devem estar impecavelmente penteadas e maquiladas. Escolha uma “sombra” clara ou mesmo prateada para as pálpebras, em harmonia com a tonalidade de seus olhos. E abandone o batom muito claro. O batom vivo faz destacar melhor a cútis e o preto de um vestido. Um vermelho puxado para o azul assenta muito bem à sua pele cor de marfim. Se seus cabelos são ruivos ou de um louro avermelhado e a sua pele dourada, escolha um batom alaranjado, porém não muito.

Excusa dizer que mãos e unhas maltratadas enfeiam o preto, bem como luvas e bolsas manchadas. Mas isso, como nenhuma de vocês ignora, se aplica a todas as cores. Quando, porém, escolhe o preto – a cor mais nítida, mais impecável, mais sedutora, a mulher tem a obrigação de ser, mais do que nunca, nítida, impecável, sedutora.

*Publicado originalmente no Correio da Manhã, no dia 08 de novembro de 1960. Encontrado no livro Correio Feminino, de Clarice Lispector*

mai 23

Existem muitas, e muitas também são as mulheres que as cultivam, sem pensar que com isso estão se prejudicando. Por exemplo, a mania de estar sempre comendo alguma coisa, como chocolate, um caramelo, um sorvete, como se vivesse eternamente com fome. Além de extremamente deselegante, dá a impressão de que não come o bastante em casa. Os homens detestam isso. Sem falar nas gordurinhas supérfluas que essa gulodice constante faz aparecer.

Outra mania prejuducial é aquela de falar alto, rir alto, esquecer quem está ao seu lado para dirigir-se ao público à volta. Esse público, geralmente, presta atenção, espantado e curioso, pensando intimamente coisas muito pouco abonadoras sobre a tagarela. Sem consciência disso, ela continua seu “show”, alheia ao constrangimento do companheiro e risinho maldoso dos estranhos… Os homens costumam fugir apavorados desse tipo de mulher. Os homens são, quase sempre, mais discretos e têm horror ao espalhafato.

Ainda um defeito muito desagradável é a mania de ser vítima que têm algumas mulheres. Queixar-se dos filhos, do marido, dos parentes, do ar que respiram, do asfalto que pisam, do calor, do frio, de tudo. Só sabem queixar-se. Quando lhes acontece apanhar uma doença, entregam-se de corpo e alma. A doença, séria ou não, passa a ser a razão de sua vida, assunto de todas as horas.

Como centro do universo, ela, a vítima profissional,  explora ao máximo qualquer dorzinha, qualquer mudança de temperatura, qualquer tonteira sem gravidade. Em pouco tempo, todo mundo detesta sua companhia, não suporta mais as suas lamúrias. E entre esse todo mundo, estão, naturalmente, os homens, noivos, maridos ou simples conhecidos. Dos três tipos de manias que apontei, essa é a pior. O ar eternamente choroso torna feia a mulher, envelhece, cava sulcos na face, rouba o brilho dos olhos. Beleza é quase sinônimo de alegria e saúde. A mulher inteligente procura sempre aparentar uma e outra – pelo menos aparentar – para manter o cetro de mulher atraente.

Por favor, minhas amigas, se uma de vocês têm qualquer dessas manias, ou outras que não citei, livre-se delas, o mais breve possível! Controle o vício das guloseimas, a vaidade de chamar a atenção e o desejo de atrair a piedade alheia. Afinal, piedade é sentimento que humilha aquela a quem é dirigida.


*Publicado originalmente no Correio da Manhã, no dia 05 de maio de 1960. Encontrado no livro Correio Feminino, de Clarice Lispector*

mai 20

É muito comum a troca de presentes entre jovens que se amam, e mesmo entre amigos. Naturalmente, tais agrados devem ser oferecidos na ocasião oportuna e, o que é mais importante, devem ser escolhidos de acordo com a intimidade e a extensão do compromisso que une os dois namorados.

Uma jovem que namora um rapaz ainda sem compromisso, poderá presenteá-lo com qualquer objeto que represente apenas uma lembrança e não um valor. Uma caderneta para anotações de endereço, um pequeno calendário para a mesa de seu escritório são mais apreciados do que presentes custosos e mais íntimos. Um jovem poderá dar presentes de mais valor à sua namorada, se assim o desejar, mas com essa atitude estará dando mais valor ao vínculo sentimental. Ela poderá interpretar  tal gesto como um desejo de aprofundar a amizade, ou simplesmente achará que seu namorado é um “mão aberta”.

De um modo geral, a jovem deverá sempre esperar a iniciativa do rapaz, para então presenteá-lo, quer dizer, quem deve iniciar a troca de presentes deverá ser sempre o homem, e não a mulher.

*Publicado originalmente no Correio da Manhã, no dia 23 de setembro de 1960. Encontrado no livro Correio Feminino, de Clarice Lispector*

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